A gente devia ganhar dinheiro pra casar, dá muito trabalho. Dá mais trabalho que o trabalho - mas também dá muito mais prazer. As pessoas te perguntam coisas muito complexas, você surta por alguns instantes...Daí você vai em uma degustação, vê as mesas arrumadas, vê a decoração e pensa: "Puxa! Eu estou casando!". É incrível. Do estado "eu quero sumir" e o clássico "pare o mundo que eu quero descer" para "amo muito tudo isso" e "meu Deus, como eu sou feliz assim!". Enfim. Um caso de extremos. O que eu acho mais engraçado é o fato de, aparentemente, o casamento precisar de uma cor. Tipo escola de samba, sabe? Acho muito esquisito. Tem que ter "uma cor". Eu não tenho cor. Estou relutante a escolher uma cor. A breguice da breguice. Vamos ver quanto tempo vamos conseguir adiar a escolha da cor - ou, principalmente, se eu vou conseguir burlar esta parte do protocolo. Amanhã vou ver o vestido. Mas eu ainda quero emagrecer para o casamento. E que mulher não quer emagrecer para o casamento? ¬¬ Ora, isso faz parte de todo o evento. Parte do protocolo. Acho que vou ser uma noiva clássica, sabe? Clássico contemporâneo. Não tenho vocação para vestido "bolo de noiva", mas também não espere que eu incorpore o contemporâneo e decida ir num vestido étnico parao altar. Vou ficar com aquela coisa milimalista e elegante, mesmo. O meio termo do meio termo, a comprovação da minha (adorável) covardia. Esqueci de carregar o celular. Tem que ler os textos de cultura contempoânea para terça-feira. Provavelmente, no meio da aula, meu pensamento estará dividido entre Morin, o pensamento complexo e o preocupante fato de ainda não ter fechado a lista de convidados e nem ter pesquisado opções decoração para a igreja. Oh, céus.
Escrito por Ana às 22h08
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