Primeiro dia das mães sem mãe: sucks. As pessoas se desejando Feliz Dia Das Mães na rua, no ônibus, na porcaria da padaria. Enfim. Uó.Eu costumava gostar de dia das mães - esse ano, not so much. Fiquei triste, depressiva, pensando que merda de dia só pra fazer quem tem mãe sair pra comprar um presente e quem não tem mãe ficar pra baixo por causa disso. Só pra isso que serve. Porque o pessoal que tem mãe não está muito aí - pra falar a verdade, a esmagadora maioria das pessoas a minha volta nem está perto das suas mães (vivas, by-the-way), nesse dia. Eu gostava. Parava perto da minha mãe e dizia umas coisinhas bregas e verdadeiras pra ela. Que ela era (é!) uma mãezona, que eu a amo mais que tudo, que ela é um exemplo pra mim de mulher, de mãe, de ser humano. Enfim. Eu dizia essas coisas pra ela, a gente ia no Pampa comer (ou no Pingão, ou no Caipirão, ou no Pietro - ou no E&E se estávamos pobres. Ou eu fazia uma lasanha, um strogonofe, alguma outra coisa com poucas chances de dar muito certo, mas nenhuma chance de dar totalmente errado). Senti falta de falar isso pra você, esse ano, mãe, então vai por aqui, mesmo. Não ficaram muitas outras opções de meios disponíveis para te dizer isso...que eu sou louca por você e todos os etcs. Falta um mês pro meu anivesário, mais ou menos. O primeiro aniversário da minha vida sem a lasanha dela, sem a torta de morango dela, sem ela me dizendo que não teve tempo de me comprar um presente, sem ela. Sabe quando você percebe que, por mais que tente fingir que as coisas estão voltando ao normal, será tudo anormal para sempre? Pois é. Merda.
Escrito por Ana às 20h10
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